Coluna: Ponto de Vista
Por Edson Chagas

Este foi o termo mais apropriado para designar estes encontros regado à droga, álcool e sexo: “insciência”. O desrespeito às leis, à coletividade e ao sossego é só alguns de seus malefícios.

A perda dos valores, em letras com ruídos que não posso chamar de música, onde em quase sua totalidade, faz apologia à violência, às drogas e vulgarização das mulheres.

O sexo de menores com vários parceiros no meio da rua ou à beira mar, também é uma triste realidade, e uma gritante preocupação de saúde pública e social.

Falando sobre a Lei 4357/2020 de 23 de dezembro.. que chama atenção à estes limites, e seu critérios de aferição dos decibéis. Nossa PM e GCM possuem decibelímetros nas viaturas? Ou é só uma lei de gaveta?

Atentem-se aos limites: no site da prefeitura de Ubatuba:

“Durante o período noturno, é proibido ultrapassar o limite de 50 (cinquenta) decibéis nas zonas residenciais e 55 (cinquenta e cinco) decibéis nas zonas comerciais; já no período diurno, o limite é de 60 (sessenta) decibéis nas zonas comerciais, com exceção da construção civil e atividades industriais.”

Nestes últimos, dias tenho visto notícias de diversos equipamentos de ampliação sonora sendo apreendidos. Parabéns, este e um ponto altamente positivo da nova lei do sossego.

Só para constar, segundo a revista Super Interessante ,da editora Abril, a voz humana em tom normal é de 60db, enquanto que um segredo no ouvido é de 30 db, e aí?

Som e nível sonoro (Ruído)

Fonte: Ferraro, N.G (Em “Os Fundamentos da Física”, 2003)

Acho a Lei válida, na medida que temos infestações de caixas de som nas praias, e nos campings, onde os “pancadões”, que se alastram como vírus.

Ao meu ver, praia é lugar de contemplação, de ouvir o som do mar, e não de caixas de som ou, pior, duelos entre diversos tipos de ruídos.

Ao mesmo tempo, me pergunto. E a música ao vivo nos barzinhos e quiosques? E nossos músicos locais, como ficam?

Outro fator muito importante a ser considerado é o abordado pelo Comandante Aquino da Polícia Militar de Ubatuba, que destaca que “a prioridade da polícia deveria ser a prevenção e o atendimento a ocorrências de crime, e que deslocar uma viatura para atender ocorrências de barulho pode ser muito prejudicial”. Algo a se pensar.

Já sobre os “pancadões” sou mais radical. Este tipo de encontros de “insciência” deveria ser cessado com todo rigor, sugiro até mesmo a utilização dos caminhões de jato d’água (o tempestade) como o da prefeitura de Diadema.

Para encerrar faço mais uma indagação. E as igrejas? Eu mesmo sofro com está realidade, nos dias de culto, não tem como nem assistir a tv!

Tenho o acabrunhado sentimento de que terminaram em pizza. Só um ponto de vista.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do LC28

Prof. Edson Barbosa Chagas
Guia de turismo
Gestor de Turismo

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