Um dos locais mais tradicionais da cidade, que já viveu momentos inesquecíveis, como desfile de escolas de samba, desfiles do aniversário da cidade ou como ponto de encontro da juventude, em especial entre as décadas de 1970 e 1980, é um espaço sem um sentido definido.

Hoje, a avenida é um espaço mal acabado, sem personalidade, sem uma referência.

Quem caminha pelo lado da praia consegue perceber que as últimas obras, iniciadas ainda na gestão passada não foram concluídas. Se foram, pode-se dizer que foi um dos trabalhos mais mal feitos dos últimos anos.

Aliás, se você parar e olhar com atenção, finalizada ou não, a obra da avenida ficou muito aquém do que se esperava.

Se comparado ao projeto apresentado de forma festiva pela gestão anterior, a situação é ainda mais dramática.

Um espaço frio, em que não há harmonia entre o concreto e a natureza.

Não há um espaço adequado para caminhada, não há espaço adequado para lazer, nem mesmo para o estacionamento dos carros pode-se dizer que haja harmonia.

De um lado ele ocorre em 45 graus, enquanto do outro de maneira tradicional, em paralelo ao meio-fio, talvez, numa tentativa de corrigir possíveis falhas no projeto original.

Mesmo que se despreze os questionamentos se a obra se fazia necessária ou não, o que se tem é uma obra que não disse a que veio.

Há informações de que os comerciantes do local registram aumento no movimento. Se era essa a finalidade, tudo resolvido.

No entanto, considerando a importância da avenida para a cidade, é possível promover indagações e apontar problemas que vão muito além de tornar a avenida uma via de mão dupla.

Quem tiver um olhar mais atento vai perceber que a gestão anterior encerrou sua participação sem que a obra, que já dura tempos, apresentasse o mínimo de qualidade e de bom gosto.

Questionar a qualidade é possível ao se observar que em qualquer chuva, por mais branda que seja, poças de água são formadas ao longo da ciclovia.

Questionar se a obra foi finalizada é possível ao se observar que há buracos em muitos espaços entre o estacionamento e a pista de rolamento.

Questionar se o trabalho chegou ao fim é possível ao ver material jogado, espalhado ao longo da orla como entulho, restos de materiais de construção.

Sem questionamentos, mas como registro, a parte referente à chamada “Feirinha” continua, mesmo que, ao se olhar de forma mais atenta, se possa questionar o tamanho dos espaços dos corredores, onde, acredita-se, passará muito gente.

Continua mesmo que se questione de que forma a gestão anterior imaginou que aquela obra harmonizaria com o ambiente.

Quem acompanhou a luta para a retirada do Parque de Diversões daquele espaço sabe o que está sendo dito, pois foram anos argumentando que os brinquedos não harmonizavam com o local, mas que hoje, com certeza, muitos podem pensar que era um mal menor.

Assim como nem sequer poderia ser considerado um mal o Centro de Informações Turísitcas, demolido muito mais por vaidade do que necessidade.

Que se registre que não se questiona o trabalho dos feirantes, mas da obra arquitetônica que assusta, muito mais do que convida.

Há postes fora da calçada que atrapalham o trânsito, há espaços escuros que, à noite, afugentam muito mais do que atraem o público.

Diante desses fatos, é possível crer que a obra ainda não foi finalizada. A questão é saber se um dia será.

Por enquanto, o legado da gestão anterior ali, naquele lugar é um amontoado de entulhos e coisas a fazer.

Pelo menos por enquanto, não se vê o ex-prefeito se vangloriando da obra, como tem feito em relação às verbas recém-destinadas ao município.

O jeito é aguardar, para saber se ele irá, em algum momento, chamar para si os louros dessa obra que poderia ter ficado maravilhosa, se houvesse cuidado e bom gosto ao realizá-la

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