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O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgou a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos realizada em 17 capitais.

A pesquisa mostra que em um ano, o preço dos alimentos básicos subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento. O período pesquisado foi de outubro de 2020 e outubro de 2021.

De acordo com o levantamento, a cesta básica subiu em 16 das 17 capitais pesquisadas. A maior alta foi registrada em Florianópolis chegando a R$700,69, seguidos de São Paulo R$ 693,79, Porto Alegre (R$ 691,08) e Rio de Janeiro (R$ 673,85).

Entre as capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta tem algumas diferenças em relação às demais cidades, Aracaju (R$ 464,17), Recife (R$ 485,26) e Salvador (R$ 487,59) registraram os menores custos.

Os maiores percentuais foram observados em Brasília (31,65%), Campo Grande (25,62%), Curitiba (22,79%) e Vitória (21,37%). Entre janeiro e outubro, todas as capitais acumularam alta, com taxas entre 1,78%, em Salvador, e 18,42%, em Curitiba.

O Dieese explica que baseado na cesta básica mais cara, o salário mínimo deveria ser o equivalente a R$ 5.886,50, o que corresponde a 5,35 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00.

O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.

Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em outubro, 58,35% (média entre as 17 capitais) do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em setembro, o percentual foi de 56,53%.

Os principais produtos que tiveram variação foram:

A batata, pesquisada nas capitais do Centro-Sul, apresentou alta nas 10 cidades e as taxas oscilaram entre 15,51%, em Brasília, e 33,78%, em Florianópolis.

O preço do quilo do café em pó subiu em 16 capitais, com destaque para as variações de Vitória (10,14%), Rio de Janeiro (10,06%), Campo Grande (9,81%) e Curitiba(9,78%).

O quilo do tomate registrou aumento de preço em 16 capitais. As maiores altas foram• observadas em Vitória (55,54%), João Pessoa (44,83%), Natal (42,16%), Brasília (40,16%) e Campo Grande (32,69%).

O açúcar aumentou em 15 capitais e as altas oscilaram entre 0,27%, em João• Pessoa, e 7,02%, no Rio de Janeiro. Em Aracaju, o preço não variou e houve redução em Natal (-0,25%).

O óleo de soja registrou alta em 13 das 17 capitais, entre setembro e outubro. Os• maiores aumentos ocorreram em Vitória (3,22%), Brasília (2,40%), Campo Grande (2,16%), Rio de Janeiro (1,81%) e São Paulo (1,76%).

O leite e a manteiga apresentaram elevação de preço em 11 capitais. As altas mais• expressivas da manteiga ocorreram em Vitória (5,18%) e em Salvador (2,72%). Para o leite, os maiores aumentos foram registrados em Campo Grande (2,98%) e Belém (1,78%).

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