E alguns diretores da Comtur continuam insatisfeitos com o meu amigo Ednelson e com esta coluna aqui. Como se a culpa fosse nossa de haver tantos problemas internos acontecendo por lá. Estou aqui, ansioso e sentado na rede só esperando a live que o Ednelson disse que já está programada com o presidente, no fim de mês.

E para não dizer que não vamos falar coisas da Comtur, temos algumas. Uma delas é que, apesar de estarem bravos com as falas do Ednelson na live com o vereador Rogério Frediani – confesso que acho que ele foi preciso e contundente no que disse – finalmente tomaram uma providência e fecharam aquele posto vergonhoso ali na Oswaldo Cruz. O problema é que, agora, o pobre funcionário, ou fica ao relento ou vai ficar no posto de guarda, de favor. Ou seja, é uma vergonha atrás da outra. E o pior foi que ontem a prefeita soltou um decreto retomando as senhas para vans e ônibus, e o trabalho dos fiscais ali voltará a ser essencial. E, eu acho, que nem um guarda chuvas entregaram para eles que ali ficam. Vai continuar assim mesmo prefeita?

Ainda falando em Comtur, tem acionista querendo a volta do Americano. Calma, a coisa tá complicada pessoal, mas não é para tanto. Retroceder, jamais. Quem passou antes do atual presidente por lá, tem certeza de que a última gestão não foi tão boa assim para ser relembrada.

E um local onde as coisas estão fervendo é a Fundart. A coisa tá feia por lá, desde a Festa do Trabalhador, que acabou não acontecendo. Quem pensou que os problemas cessariam com a demissão da assessora jurídica se enganou. A coisa só fica cada dia mais tensa. A bola da vez agora é a diretora cultural, a Márcia. Há uma guerra de versões circulando pelo whatsapp. Há quem diga que ela vem sofrendo assedio moral por parte da atual direção e há quem diga que ela está botando terror no Teatro. Não temos como garantir nem uma e nem outra, só os processos que estão sendo montados poderão confirmar qual lado está com a razão, mas podemos dizer que em pouco mais de um mês, o que era paz e tranquilidade se transformou no caos, e que ainda vai dar muito pano para manga. Pelo que parece, tem faltado habilidade na condução de todo o processo, por parte do presidente da Fundação. Gerir, é uma arte.

Aliás, por falar em presidente da Fundação. Quem viu a live do Ednelson na última segunda e prestou um pouco de atenção logo na abertura – eu acho a parte mais legal sempre, pois é quando ele dá as opiniões dele – viu que ele falou que o atual presidente da Fundart quer construir um novo prédio para a Fundação. Como se isso fosse a grande prioridade para o setor cultural da cidade, em plena pandemia, quando os artistas precisam de apoio, não de prédios. Mas o que o Ednelson não sabe, e por isso eu acredito que não falou, é que a intenção é que o novo prédio seja construído em cima da Biblioteca Municipal ali, na 13 de maio. Isso mesmo, aquela que teve, há pouco tempo, todo o telhado reformado, e que custou uma grana, e que pode acabar sendo dinheiro jogado fora. Não sei vocês, mas eu reafirmo que acredito que há outras prioridades para o setor.

E parece que esta nova administração está apaixonada por puxadinhos. Puxadinho que o presidente da Fundart quer fazer, puxadinho que a prefeita quer fazer na sede da prefeitura para adaptá-la a um novo hospital. Cada vez que ouço essas coisas, me pergunto se a tal da maldição de Cunhambebe não é mesmo real. Parece que nunca damos uma dentro, é cada escolha.

E continuam as dificuldades na Santa Casa. Falta de remédio por lá parece mais comum do que andar para frente. Esta semana, teve familiar de paciente de Covid-19 que teve de comprar anticoagulante para o tratamento do parente, pois a Santa Casa não tinha. Então pergunto, como assim? Isso não se resolver nunca? De quem é a culpa, da O.S., da prefeitura ou de ambas. De uma coisa eu sei, não é do paciente.

E para finalizar, uma dica aos membros e apoiadores da atual gestão: cuidado com as conversas pelo whatsapp e com a divulgação de prints. Ficou feio o vazamento de uma conversa da Secretária de Saúde. Aliás, ficou feio para a Secretária, que deveria ter mais respeito com as pessoas, inclusive com os palhaços que são profissionais maravilhosos e que dão duro para nos alegrar e que não merecem ser utilizados como adjetivo pejorativo, mesmo que, em alguns momentos, alguns possam pensar que se Ubatuba for cercada e coberta com uma lona…

Por hoje é só. Semana que vem tem mais.

P.S.: Ah, podem passar informações pro Ednelson também, ele me conta tudo mesmo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do LC28

Compartilhe: