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Segundo informações do governo, o Brasil receberá em janeiro, cerca de 3,7milhões de vacinas infantis do laboratório Pfizer. A informação teria sido anunciada pelo ministro da saúde Marcelo Queiroga, à um veículo de comunicação amplamente difundido em todo o país. Disse ainda o ministro, “…que os pais poderão levar seus filhos á se vacinarem contra o vírus da COVID-19, se assim o desejarem…”.

Em relação ao procedimento que será adotado em todo o estado de São Paulo, encontramos divergências entre Estado e Município.

Enquanto defende a vacinação das crianças com idades entre 5 á 11 anos, prevista para os próximos dias, o secretário de educação de SP, Rossieli Soares, adota a ideia da imunização nas escolas públicas em parceria com os municípios, mediante o aval dos pais.

Já, o secretário de saúde do município de São Paulo, Edson Aparecido, não comunga da mesma opinião e afirma que não é “viável” esse trabalho de vacinação na cidade, por conta do deslocamento de equipes de saúde. Sua afirmação ganha força com a argumentação de que já foram aplicadas 24 milhões de doses nos postos de saúde da rede municipal na capital paulista e que mudar essa estratégia, não seria coerente, “…não tem por que mudar isso na última hora…”.

Por enquanto falamos apenas das instituições públicas, mas, vamos colocar um pouco mais de tempero nesse assunto… Como ficariam as crianças que frequentam o ensino particular? Bem, segundo o próprio secretário de educação do estado de SP, haveria um incentivo junto á essas entidades, para que também o imunizante fosse colocado á disposição na rede privada. “Rossieli”, disse em recente entrevista á uma emissora de rádio, que a escola teria papel fundamental de conscientização e, “…vacinar dentro da escola é um grande exemplo…”. Continua, “…nós, reorganizamos o nosso início de calendário letivo para que os primeiros dias sejam de trabalho da escola, trabalhando com os próprios alunos a importância da vacinação e com as famílias…”.

Procurado, o presidente da associação brasileira das escolas particulares (ABEPAR), Arthur Fonseca Filho, disse que o incentivo do governo estadual para a efetiva realização da imunização dessas crianças na rede particular de ensino é e será muito bem vindo, “…somos favoráveis que as escolas privadas realizem a vacinação. É conveniente que todas as crianças se vacinem…”.

O inicio do ano letivo, previsto para entre os dias 2 e 7 de fevereiro, não será condicionado à vacinação em um primeiro momento. Mas, deverá ser adotada a solicitação da carteira de vacinação oportunamente, de acordo com o secretário de educação “Rossieli”. Já nas escolas particulares, as aulas começam no dia 31.

Porém, o que se vê nesse vai e vem da vacinação, é uma disputa de poderes visando talvez um cenário político que está começando à se desenhar… A verdade, é que de qualquer sorte, além dos vírus da COVID-19 e INFLUENZA, agora enfrentamos também a variante delta, ÔMICRON, que já representa 50% dos novos casos na cidade de SP, segundo levantamentos preliminares e sequenciamentos genéticos das variantes feitos em parceria com o Instituto Butantan…

Em meio a esse desfile de vírus e pandemias, carnaval aproxima-se e a decisão que todos nós já sabemos, ainda paira como uma nuvem de incerteza na cabeça de alguns governantes espalhados pelo país. Enquanto isso, lamentavelmente, o bloco que aumenta consideravelmente, é o daqueles infectados pelos vírus acima mencionados!!! Quem sabe o vírus resolva folgar no carnaval dando uma “trégua” ao folião que decidir arriscar-se em meio à multidão… Pois, já o teria feito em outras ocasiões e feriados prolongados… SÓ QUE NÃO!!!

By: Nilson Nunes

 

** A opinião dos colunistas não representa, necessariamente, a opinião do LN21.

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