Coluna Voz da mulher
Por Priscilla Hunck

Apesar da participação feminina ter aumentado no mercado de trabalho, para uma mulher conseguir conciliar filhos e carreira, não é uma tarefa fácil.

Para entender melhor a vida dessas mulheres,vejamos, boa parte das mulheres que tiram licença maternidade, perdem seus empregos em até 24 meses. Já as mulheres que procuram ingressar no mercado de trabalho após ter filhos, enfrentam uma dificuldade ainda maior, pois sofrem já no processo de contratação.
Durante uma entrevista de emprego, é comum perguntar a uma mulher se ela é mãe, pois virou uma característica principal na hora de avaliar se uma mulher é ou não apta para a vaga de emprego. Muitas empresas avaliam o fato de ser mãe como uma dificuldade de cumprir horas extras, escalas de trabalho, e ainda vêem como um motivo para que a mulher falte com frequência no trabalho. Colocam a mulher que é mãe em uma posição, como se ela tivesse que provar duas vezes mais o seu valor.

Infelizmente, esse é um grande tabu que nós mulheres enfrentamos na vida profissional.

Uma mulher que escolhe ser mãe e buscar sua carreira profissional, precisa sempre ver uma motivação além do salário para continuar investir em sua carreira, precisa buscar um ideal.

A falta de empatia, de um apoio, de vagas em creches, de condições financeira para pagar uma babá, pode levar muitas mulheres a abandonar a carreira.

As empresas podem contribuir diretamente com as mães, levando em conta que durante a maternidade a mulher desenvolve grandes habilidades, que são muito valorizadas profissionalmente, como paciência, empatia, humanização, motivação e resolução de problemas, além de ter um olhar mais sensível para muitas situações de trabalho.

Entender que criar um filho é algo muito precioso, não só para a família, mas para toda uma sociedade que se importe com nossas crianças e com um mundo melhor no futuro. Nós mulheres podemos fazer isso e muito mais.

Respeite a mulher que escolhe ser mãe e buscar sua carreira.

A mulher assumiu esse papel mostrando que é possível, ela pode ser o que ela quiser ora mãe, ora esposa, ora profissional, ou todos esses e outros 1001 papeis a ela determinados. Pois, o lugar da mulher é onde ela quiser.

A busca do bem comum é também lutar por políticas públicas, onde direitos e deveres são os pilares para a construção de um novo jeito de se viver em sociedade.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do LC28

Priscilla Hunck
Cientista política e presidente do Instituto Todas por Uma.

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