Violência doméstica, diga NÃO e denuncie!!!
Violência doméstica, diga NÃO e denuncie!!!
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Foto: Reprodução
Cá estamos novamente em nossa coluna de assuntos diversos, assuntos esses que nem sempre agradam a todos!!! Mas, enfim, não estou aqui para agradar aqueles que remam contra e sim para colocar em discussão temas que possam trazer ao caro leitor(a) a curiosidade para comentar com seus amigos(as), assuntos que agreguem em nosso dia a dia, em nosso cotidiano... Poderia hoje falar sobre esportes, lazer, cultura, economia, turismo (que, aliás, foi tema da live encabeçada pelo amigo Ednelson semana passada, a qual inclusive assisti e pude dar ali alguns pitacos, entre outros vários assuntos, em resumo chegamos a conclusão de que o caminho para se ter um turismo de respeito em Ubatuba, ainda é longo, mas possível e viável... Basta ser profissional e querer fazer acontecer, o que não vemos hoje na atual administração da Prefeitura da cidade, enfim???!!!), sigamos... O site do LN21 divulgou matéria mostrando os serviços especializados de atendimento à violência doméstica e familiar que podem e estão a disposição em Ubatuba. Nosso tema de hoje pega carona nesse assunto que é de preocupação não somente da cidade, mas creio que no mundo!!! A violência doméstica ainda assusta e é tema discutido mundialmente, não obstante mora ao lado, quantas vezes já não presenciamos discussões acaloradas entre casais vizinhos, nas ruas, ouvimos outras pessoas comentando que certo dia presenciaram uma discussão "assim ou assado", assistimos aos noticiários de televisão, etc... Aquela história de que em "briga de marido e mulher, ninguém mete a colher" é completamente equivocada... Quem nunca discutiu uma relação conjugal? Isso é convivência e naturalmente aceitável dentro dos parâmetros da normalidade... Essas pequenas discussões acabam aflorando quando em algum momento divergências de opiniões surgem em relação a determinado assunto no seio familiar, devemos contudo saber o momento de calar e aguardar os ânimos se acalmarem!!! Entretanto, em se tratando de outros envolvidos, é necessário um certo limite, caso a discussão ultrapasse essa margem é necessário intervir utilizando os dispositivos legais existentes, sem que você se identifique... É preciso saber também que a lei aplicada contra a violência doméstica não se restringe somente ao relacionamento "marido e mulher", ela abarca igualmente a relação entre namorados, irmãos, pessoas portadores de deficiência, etc.... Por compreender que para tutelar as desigualdades encontradas nas relações domésticas, sendo desnecessário configurar a coabitação entre esses ou mesmo de hospitalidade, embora tenha dado maior enfoque à mulher, na maioria das vezes em desvantagem física frente ao homem, não se esqueceu dos demais agentes dessas relações que também se encontram em situação de vulnerabilidade!!! Mas, o amigo leitor deve estar se questionando: "Tá, mas e se o homem for o violentado"??? Pois é amigo, nesse caso, prevê o Ordenamento Jurídico, a mesma "lei", que também "ele", encontrará lastro na legislação ora em questão. Sim, embora tenha sido editada com o objetivo de coibir com mais rigor a violência contra a mulher no âmbito doméstico, está previsto também lá em seu Art. 129, § 9º, CP (Código Penal), que pode ser aplicado perfeitamente caso a vítima seja homem... Importantes mudanças foram introduzidas na legislação brasileira no ano de 2021 no que se refere à proteção das mulheres. Como exemplo posso mencionar a inclusão do crime de perseguição, a introdução de conteúdo sobre a prevenção de violência contra a mulher nos currículos da educação básica, além de outras políticas públicas. Um dado importante que foi tema de estudos está relacionado ao aumento da violência doméstica nos tempos de pandemia e crise... Oito em cada dez mulheres vítimas de violência contra a mulher, sofreram abusos psicológicos na pandemia... Mulheres que passam por essas situações, sofrem ainda mais após o episódio, pois acabam trancafiadas em suas casas onde permanecem por meses tentando superar o trauma!!! A crise também tem sua parcela de culpa em tudo isso, levando-se em conta que as mulheres são as primeiras a serem demitidas perdendo com isso a segurança alimentar e uma coisa leva a outra, as crianças que também se viram impossibilitadas de frequentarem suas aulas ficam em casa. Esse convívio diário prolongado por meses, leva ao estresse, a ansiedade, por uma série de fatores, sendo o principal a falta de dinheiro para suprir as necessidades básicas... O isolamento elevou a taxa de violência doméstica cometida por homens em relação à mulher, se levado em consideração que o nervosismo gerado por situações adversas desencadeadas pelo fato do desemprego, falta de dinheiro, necessidades básicas comprometidas, preocupação em demasia com assuntos familiares, contas atrasadas, aluguel, etc... Tudo isso fez com que os casais tivessem seus, digamos assim, termômetros aquecidos muito mais rapidamente, os pavios foram encurtados e o resultado é óbvio, descontrole e agressão!!! A parte frágil desse relacionamento em contrapartida acaba arcando e pagando por isso... Muitas vezes, um preço alto demais... A própria vida!!! SÓ QUE NÃO!!!
By: NILSON NUNES
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