A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu alerta sobre o risco de reintrodução do sarampo durante a temporada de cruzeiros 2025/2026. A medida considera a alta circulação internacional do vírus, o grande fluxo de turistas e os mais de 670 mil viajantes previstos para embarques no país. Viajantes devem conferir vacinação tríplice viral com antecedência e seguir protocolos de higiene e monitoramento de sintomas.
O litoral paulista trabalha por mais uma temporada de navios lotados, calor, embarques apressados e gente do mundo inteiro cruzando os portões dos terminais marítimos. No entanto, junto com malas e câmeras, o que também circula é o vírus — e desta vez o alerta tem nome conhecido: sarampo.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu uma recomendação formal a serviços de saúde, autoridades portuárias e viajantes, diante do aumento do risco de reintrodução da doença no estado durante a temporada de cruzeiros 2025/2026.
O alerta não é por acaso. Segundo a CLIA Brasil, mais de 670 mil pessoas devem embarcar em roteiros marítimos até abril de 2026. São passageiros de diferentes nacionalidades convivendo em espaços fechados — o ambiente perfeito para a transmissão do vírus, extremamente contagioso e capaz de se espalhar pelo ar com poucas gotículas.
Em 2024, o Brasil chegou a recuperar a certificação de eliminação do sarampo. Mas 2025 abriu a porta novamente: 38 casos importados já foram registrados, dois confirmados apenas no estado de São Paulo. Com surtos ativos em outros países, o cenário exige atenção redobrada.
O vírus se manifesta com febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas que surgem entre sete e catorze dias após o contato. Um detalhe importante — a transmissão ocorre antes mesmo dos sintomas aparecerem.
Por isso, a SES-SP reforça: vacinação é a principal barreira de proteção. Quem pretende embarcar em cruzeiros, viajar ou participar de grandes eventos deve conferir o cartão vacinal e garantir a dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) com pelo menos 15 dias de antecedência.
A recomendação também inclui medidas simples, mas muitas vezes negligenciadas em viagem:
• higienizar as mãos com frequência;
• evitar compartilhar copos ou talheres;
• manter locais arejados;
• cobrir boca e nariz ao tossir;
• evitar aglomerações em ambientes fechados.
Ao retornar, se surgirem febre e manchas pelo corpo em até 30 dias, o caminho é direto: procurar uma unidade de saúde, relatar viagem e evitar contato com outras pessoas. Para profissionais da saúde, casos suspeitos exigem notificação imediata em até 24 horas.
A operação de vigilância segue ativa. O governo afirma atuar em conjunto com municípios e portos para evitar a reintrodução do vírus, enquanto barcos seguem chegando — com turistas, malas, memórias e, espera-se, mais responsabilidade.
O mar continua o mesmo. O vírus, infelizmente, também.