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O presidente do Instituto Argonauta, Hugo Gallo, que foi um dos especialistas a acompanhar o caso desde o início, se disse surpreso com o vídeo publicado no domingo, dia 21, pela prefeita Flávia Pascoal, em que ela tenta desmentir laudo científico que confirmou ter sido um tubarão o responsável por incidente ocorrido na Praia Grande, em Ubatuba, no último dia 14 de novembro.

O vídeo, postado nas redes sociais da prefeita, traz a chefe do executivo dizendo que conversou com a família da vítima e que a causa do corte na perna não teria sido uma mordida de tubarão mas resultado de um tombo que ela teria sofrido, quando estava com a água abaixo do joelho. A prefeita diz ainda que, no momento do incidente, muitas pessoas estariam em volta da senhora e que nenhuma delas teria visto o tubarão.

Segundo ela, o objetivo do vídeo foi esclarecer os fatos e tranquilizar os turistas para que continuem vindo para Ubatuba, sem medo, para desfrutarem das belezas da cidade.

Até o momento da escrita deste texto, o vídeo já havia recebido mais de mil comentários. Boa parte deles de críticas à postura da prefeita por contestar um laudo técnico. Também houve comentários de apoio à fala da prefeita.

Após a divulgação do vídeo o LN 21 conversou com o oceanógrafo Hugo Gallo que reafirmou as informações que constam do laudo.

Segundo ele, a prefeita teria, inclusive, recebido o laudo e, por essa razão,  a surpresa com o vídeo. Ele não informou se alguma medida será tomada a respeito.

Gallo fez questão de ressaltar que o laudo foi resultado de uma análise  científica feita com base em fotos enviados pela família, de conversa com os familiares e realizado por um dos maiores especialistas do país neste tipo de assunto.

Vale ressaltar que, em todas as entrevistas dadas ao LN21, tanto o oceanógrafo Hugo Gallo quanto o pesquisador Otto Bismarck, foram enfáticos em dizer que não há necessidade para pânico, pois os ataques podem ter sido casos isolados,  e que as pessoas precisam apenas tomar alguns cuidados, até que se tenha mais informações para entender os motivos que possam ter levado a esses incidentes, que não eram registrados na cidade há uns 30 anos.

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