Apesar das discussões sobre a volta às aulas terem avançado, a prefeitura de Ubatuba ainda não definiu de que maneira ela será feita.

Em reunião realizada junto ao Comitê de Gerenciamento de Crise frente ao Covid-19, algumas constatações ocorreram.

De acordo com informações encaminhadas pela gestão municipal, o comitê de gerenciamento de crise constatou que faltam insumos como máscaras infantis, papel toalha e álcool em gel.

Além disso, ficou acertado que vão ser necessárias definições de estratégias que garantam a participação de alunos que não têm condições de acesso à internet e que convivem com familiares que têm algum fator de risco, como idade e comorbidades, por exemplo.

Por conta dessas constatações, foi pedido para que a Secretaria de Educação elabore projeções de atividades que considerem diferentes cenários, o calendário de vacinação e também uma modalidade híbrida – com aulas presenciais e virtuais.

Para viabilizar as questões técnicas das chamadas aulas híbridas, as secretarias de Educação e de Tecnologia da Informação trabalharão no aperfeiçoamento e conteúdo do Centro de Mídias Municipal.

A cautela se faz necessário porque a Vigilância em Saúde informou que Ubatuba se encontra no pior momento epidemiológico desde março. Até aqui, a cidade conta com 3.207 casos confirmados de Covid-19, 52 óbitos e 17 pessoas internadas (dados de 14 de janeiro).

Um ponto que chamou a atenção e merece todo o cuidado é que do total de confirmados, há 215 casos entre crianças e adolescentes, nas faixas etárias que vão de menos de 1 ano até os 19 anos.

A prefeitura destacou ainda que a Vigilância Sanitária alertou sobre a necessidade de intensificação de medidas de desinfecção dos espaços na troca de turnos e alterações no funcionamento da merenda, no caso das aulas voltarem de maneira presencial.

Apesar de todos os apontamentos, os detalhes sobre a volta as aulas só ocorrerá após nova reunião do comitê, programada para a semana que vem.

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