Na segunda quinzena de julho, o noticiário foi marcado por denúncias de vendas on-line de produtos que não foram entregues ou do recebimento de mercadorias diversas das solicitadas, como potes de areia no lugar de dispositivos eletrônicos. Esses casos repercutiram na mídia por envolver pessoas nacionalmente conhecidas, mas o Procon da Prefeitura de Caraguatatuba fornece algumas dicas para fugir de transtornos nas compras via internet.

Desde janeiro, o Procon de Caraguatatuba recebeu 31 reclamações sobre produtos que não foram entregues aos respectivos consumidores. Também chegaram outras 108 queixas de contratações não concluídas pelos fornecedores. Neste último caso não houve prejuízo financeiro, mas os clientes ficaram com a frustração de não terem a promessa de compra atendida.

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O diretor do Procon de Caraguatatuba, Aliex Moreira, disse que a primeira orientação é sempre acessar o site oficial da empresa. “Evite as redes sociais, não compre por esses locais”, enfatiza. “A pessoa também precisa verificar se existe um endereço físico e consultar se a loja entrega os produtos. Essa informação pode ser vista em sites como o ‘Reclame Aqui’. Além disso, evite pagar por PIX ou boletos, sempre pague fazendo um parcelamento no cartão de crédito”, recomenda.

Para o diretor do Procon, o ditado “quando a esmola é demais, o santo desconfia” deve ser levado em consideração nessas horas. “Desconfie quando estiver pesquisando um produto que custa em média R$ 1 mil e aparece uma oferta de R$ 500. Na maioria dos golpes, o preço está muito abaixo do valor de mercado e as únicas formas de pagamentos são boleto ou PIX”, alerta.  “Caso gere um boleto, fique atento se o beneficiário é um CPF. Se for assim, não faça o pagamento porque é muito difícil recuperar o dinheiro depois de cair em um golpe. É preciso ficar atento nos e-mails que anunciam promoções o tempo todo”, previne.

De acordo com Moreira, no site oficial da empresa, sempre é necessário fazer um cadastro para realizar uma compra segura. “Às vezes, o consumidor tira um pedido achando que comprou na loja ‘X’, mas quando entra no site oficial não tem nenhuma solicitação daquele produto em seu nome. Isso acontece em ofertas enviadas de números de WhatsApp, que são bloqueados pelos golpistas após a confirmação do pagamento”, revela.

O diretor pede para a população pesquisar a lista de sites indesejáveis da Fundação Procon/SP, antes de efetuar uma compra on-line. “Se a única forma de pagamento for dinheiro, PIX ou boleto desconfie dessa loja. Mesmo na internet, o consumidor tem até sete dias para se arrepender da compra, bem como cancelar e fazer a devolução da mercadoria”, conclui.

Para o registro da reclamação, o consumidor deve comparecer ao órgão pessoalmente ou por meio de terceiros, com uma procuração. É preciso apresentar RG, CPF e toda documentação pertinente à reclamação, como nota fiscal, ordem de serviço, comprovante de pagamento e outros.

O consumidor também pode fazer a queixa de forma online no aplicativo Caraguatatuba 156 na ‘Play Store’ do celular (Android ou IOS), bem como ao acessar o site http://156.caraguatatuba.sp.gov.br/. Atualmente, o Procon conta com 14 funcionários.

O atendimento ao público do Procon da Prefeitura de Caraguatatuba é de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30. O prédio fica na Avenida Frei Pacífico Wagner, 908, no Centro. Mais informações pelo telefone (12) 3897-8282, aplicativo Caraguatatuba 156 ou site http://156.caraguatatuba.sp.gov.br/.

Fonte: Prefeitura de Caraguatatuba

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