No último final de semana, cerca de 10 pessoas deram entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central de Caraguatatuba, com queimaduras após terem tido contato com água-viva.

Com pouca gravidade, os pacientes informaram que os incidentes ocorreram no mesmo local, na Prainha, em Caraguatatuba. Segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) do Litoral Norte, todos os anos a cidade registra esses casos, já que o mar é o habitat desse tipo de ser vivo.

De acordo com o comandante do GBMar, João Batista Rapaci, “no verão, há a elevação da temperatura da água e, por conta disso, muitas acabam morrendo”. Além disso, a correnteza faz com que o animal marinho fique mais próximo da praia.

Rapaci deu algumas orientações aos banhistas sobre como evitar e saber lidar com esse tipo de situação. Em uma delas, o comandante disse que locais com muita incidência de águas-vivas ou até mesmo as caravelas-portuguesas, típica da região, devem ser evitados.

Outra orientação está ligada a como agir caso tenha alguma reação, após o contato com o animal. Segundo ele, a pessoa deverá lavar a área afetada com a própria água do mar para a retirada do veneno. Ele reforçou que “não deverá ser utilizada água doce em hipótese alguma”.

Vinagre também pode ajudar a neutralizar o veneno liberado pelo animal. Quando esse for aplicado, a pessoa deve evitar a luz do sol.

Em casos de contato com água-viva, o guarda-vidas poderá ser acionado para devidas orientações. O apoio médico será em uma das UPAs do município (Sul, Centro e Norte).

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