O asfalto tem sido, ao longo dos últimos anos, a menina dos olhos dos governantes locais.

Prova disso, foi a correria do ex-prefeito Délcio Sato em endividar a cidade ao contratar um empréstimo de R$ 30 milhões para asfaltar a cidade e tentar, desta forma, garantir sua reeleição, o que não ocorreu.

A predileção pelo asfalto pode ter vários motivos como custo, manutenção, interesse de empresas. Todos eles ou qualquer um.

Via de regra, a população sofre com as ruas esburacadas e a desculpa é sempre a falta de recursos para asfaltar a cidade.

Porém, ao observar com um pouco de atenção, é possível perceber que os problemas de infraestrutura e de recuperação das pistas de rolamento vão muito além da falta de recursos, passa, principalmente, pelo descaso.

Prova disso são as ruas calçadas com bloquetes que, há anos, não recebem qualquer tipo de manutenção.

Quem passa pelas ruas da região próxima ao centro, como Paraná, Minas Gerais, Dom João terceiro, ou por algumas ruas do Perequê-Açu, por exemplo, sabem que essa é uma realidade comum.

Todas as ruas citadas poderiam estar em melhores condições se um trabalho de manutenção fosse realizado periodicamente. Lembrando que essas ruas são alguns exemplos, pois o problema também atinge diversos bairros da cidade.

Os recursos investidos seriam, provavelmente, muito menores do que os gastos com asfalto e as operações tapa-buracos.

A matemática é simples: o material ser utilizado na manutenção das ruas calçadas com bloquetes são areia e os próprios bloquetes, que seriam retirados e, após o nivelamento da rua, recolocados.

É bem provável que haja perdas na substituição de bloquetes em más condições, quebrados, mas em percentual pequeno, o que, em médio e longo prazos, pode resultar em economia, se comparado com gastos com a massa asfáltica.

As últimas gestões pouco ou quase nada fizeram em termos de manutenção dessas ruas. Agora, é aguardar para saber como irá trabalhar a atual gestão.

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