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A empresa Ubatuba Iate clube nega ser autora de documento que foi divulgado pelas redes sociais e pela imprensa, nessa quinta-feira, dia 25. O posicionamento foi apresentado porque a empresa chegou a ser confundida com a real autora do documento, Tamoio Iate Clube, o que poderia trazer prejuízos ao Ubatuba Iate Clube.

Um texto, que promete recompensa para quem capturasse o possível responsável pelos incidentes ocorridos nos primeiros 15 dias de novembro nas praias do Lamberto e Grande, em Ubatuba, revoltou as entidades ambientalistas.

O material foi divulgado indiscriminadamente durante toda a quinta-feira e trazia os dizeres de que a medida tinha como objetivo evitar danos ao turismo e prometia uma recompensa, em se tratando de um esqualo, que seria o gênero de peixes a que pertencem o cação, a lixa, o tubarão, o peixe-serra, o anjo-do-mar, o valor de R$ 20 por centímetro do animal marinho.

O texto coloca como condições para o pagamento do possível prêmio o fato do tamanho do esqualo capturado ser compatível com os ferimentos causados nos ataques e com a não ocorrência de novos incidentes pelo prazo de 60 dias.

A nota causou revolta e insatisfação de várias entidades ambientalistas que se mobilizaram durante todo o dia, trabalhando pela denúncia sobre o fato junto aos órgãos competentes, como o Gaema, Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente.

Uma nota oficial de repúdio foi publicada pelo Coletivo de Entidades Ambientalistas de Ubatuba (CEAU), destacando que “os possíveis efeitos causados à vida marinha em função de um ato como este, podem ser extremamente sérios e irreversíveis quando iniciativas equivocadas e que estimulam a ilegalidade, como a “caçada”” proposta pelo texto, que ganhou as manchetes dos veículos de imprensa por todo o país.

A nota de repúdio destaca ainda que “os tubarões são essenciais para o equilíbrio do ecossistema marinho, sendo que diversas espécies de tubarões já se encontram vulneráveis, ameaçadas ou em risco de extinção, e atitudes como essa podem ampliar e causar imenso desequilíbrio ecológico desencadeando diversos problemas, inclusive aos seres humanos”.

Para finalizar, o documento assinado por 25 entidades e órgãos ambientais, ressalta que os diversos tipos de tubarões fazem parte de um grupo de 410 espécies que possuem a pesca protegida por lei. Portanto, o incentivo a uma caçada indiscriminada aos tubarões configura crime ambiental.

Outro Lado

Por meio de texto, o Ubatuba Iate Clube, que chegou a ser confundido com a empresa responsável pela suposta recompensa pela captura de tubarões, negou a autoria do documento e se colocou à disposição para mais esclarecimentos.

Diz a nota emitida pela empresa: “o Ubatuba Iate Clube vem a público esclarecer que as notícias que circulam nas redes sociais, veículos de comunicação e aplicativos de mensagem, sobre a recompensa pela caça de animais marinhos, não é de autoria do mesmo. O UBATUBA IATE CLUBE sempre priorizou seu compromisso com a preservação do meio ambiente e jamais concordaria com qualquer atitude deste tipo”.

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