A ideia foi boa, bem executada, mas como ocorre com muitas das obras que são realizadas em Ubatuba não houve continuidade na manutenção. Assim é possível descrever a praça 13 de maio, a partir da reforma realizada há alguns anos, quando um lago foi feito bem no meio da praça.

O espaço, localizado na região central da cidade, foi, durante anos, muito além de um lugar apenas de passagem.

Durante anos, o local foi o ambiente adequado para as crianças brincarem, se divertirem.

Ao longo dos tempos, ela foi sendo remodelada, reorganizada, até ter a configuração que atualmente se conhece.

No período pré-internet, quando a Biblioteca Municipal recebia um grande fluxo de pessoas diariamente, a praça era um ponto de estada. Um local onde jovens e adultos se sentavam nos bancos e esperavam o tempo passar, crianças brincavam no gramado e a praça tinha vida.

Aos fins de semana, em especial aos domingos, o círculo central era utilizado para que religiosos professassem a sua fé.

No entanto, com o passar do tempo, ela foi deixando de receber melhorias.

Na gestão do então prefeito Eduardo César, o espaço foi reformado e um lago foi montado, servindo como um ponto de referência para fotos.

Hoje, quem passa pelo local não vê o lago, as plantas aquáticas tomam conta de toda a superfície, e a falta de cuidado desestimula qualquer um que queira fazer de seus passeios um cartão-postal.

A revitalização da praça seria um dos caminhos, inclusive para tentar por fim à presença de pessoas em situação de rua, pois assim como ocorre em outros pontos da cidade, entre eles a orla da praia, a 13 de maio se tornou espaço de estada, e porque não dizer, de morada para sem tetos.

Se o poder público não se vê em condições de cuidar da manutenção, parcerias com os empresários das proximidades poderiam ser uma alternativa para que o local permanecesse em boas condições, fosse revitalizado e recuperasse a sensação de um local com vida, de estada e de alegria.

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