Ubatuba enfrenta alerta de risco hidrológico após mais de 150 mm de chuva em seis horas

Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) atualizou alerta para nível alto nesta sexta-feira (23); Defesa Civil já registra quedas de árvores e interdições em vias públicas

Por Redação
4 Min

Ubatuba enfrenta alerta de risco hidrológico após mais de 150 mm de chuva em seis horas
Foto: Redes Sociais/reprodução

Ubatuba, SP - A Defesa Civil de Ubatuba informou, nesta sexta-feira (23), que o município encontra-se sob alerta de risco hidrológico em nível alto, conforme comunicado emitido pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). A atualização do alerta foi realizada às 13h47 e levou em consideração os altos volumes de chuva registrados desde a madrugada.



De acordo com dados do Cemaden, os acumulados de chuva em seis horas ultrapassaram 154 mm na estação da Praia Dura, enquanto outros bairros também apresentaram índices elevados: 115 mm no Parque dos Ministérios e 111 mm na Marafunda. A intensidade pluviométrica agrava o risco de inundações, alagamentos e transbordamentos de córregos e rios, sobretudo em áreas urbanas com infraestrutura de drenagem comprometida.


Ocorrências registradas


Até o início da tarde, a Defesa Civil atendeu duas ocorrências de queda de árvores: uma no bairro Sertão da Quina e outra na região da Caçandoca. Não houve registro de feridos, segundo informações repassadas pelo órgão.


Interdições e pontos críticos em monitoramento


A rua Rio Grande do Sul foi interditada preventivamente devido ao acúmulo de água na via, como forma de preservar a segurança de pedestres e motoristas. Já a estrada da Caçandoca está bloqueada por causa de um deslizamento de massa com vegetação, que atingiu um poste e causou interrupção no fornecimento de energia elétrica na área.


As equipes da Defesa Civil permanecem mobilizadas e realizam monitoramento contínuo dos pluviômetros e vistorias em áreas sensíveis, com atenção especial à ponte da Folha Seca, margens do Rio Escuro, povoado do Corcovado e outros pontos com histórico de risco hidrológico.


Recomendações à população



A Defesa Civil recomenda que a população evite transitar por áreas alagadas, margens de rios e encostas, além de manter-se atenta aos alertas emitidos pelos canais oficiais. Em caso de emergência, o contato com a Defesa Civil deve ser feito pelo telefone 199.


Ponte da Folha Seca


A manhã desta sexta-feira (23) trouxe de volta ao bairro Folha Seca, em Ubatuba, o mesmo cenário de insegurança vivido em março deste ano: alagamento, isolamento e travessia arriscada. Com o único acesso tomado pelas águas das chuvas intensas que caíram durante a madrugada, moradores foram obrigados a utilizar a ponte em construção, cuja obra ainda não foi finalizada.


Vídeos e fotos compartilhados nas redes sociais mostram cenas preocupantes: moradores escalando a lateral da estrutura, se equilibrando sobre o concreto exposto e cruzando a ponte inacabada sem qualquer proteção lateral. O improviso, mais uma vez, virou rotina.


Ponte arrastada em março e obras que não terminam


A antiga ponte que conectava o bairro Folha Seca foi destruída pela força do rio em março, também após chuvas intensas. Desde então, o local conta com uma passagem provisória, viabilizada com apoio do governo estadual. A obra da ponte definitiva, com 24 metros de extensão e estrutura mista, teve início, mas segue inconclusa até hoje.


Risco constante e cobrança por soluções


O episódio desta sexta-feira escancara o risco permanente enfrentado pelos moradores da região, especialmente durante períodos de chuvas. Com a via principal alagada, não resta alternativa senão se expor à travessia improvisada, que coloca em risco a integridade física dos cidadãos.


Apesar das intervenções iniciais, a falta de conclusão da obra deixa a comunidade vulnerável sempre que chove com intensidade. A situação reacende o debate sobre infraestrutura precária, planejamento e agilidade na execução de obras públicas em áreas críticas como o Folha Seca.


Principais problemas


Entre os bairros mais afetados estão Maranduba, Centro, Itaguá, Silop, Ipiranguinha, Parque dos Ministérios, Marafunda e o já citado Folha Seca. Nas redes sociais, circularam imagens de pessoas se equilibrando sobre estruturas improvisadas para conseguir sair ou entrar no bairro. A situação reacende o debate sobre a urgência da finalização da nova ponte, cuja obra se arrasta desde março, quando a estrutura anterior foi levada por outra enchente.


Estradas interditadas e quedas de árvores


A estrada da Caçandoca precisou ser interditada após um deslizamento de terra com vegetação atingir um poste, interrompendo o fornecimento de energia elétrica. No Centro, a rua Rio Grande do Sul foi parcialmente fechada por precaução devido ao acúmulo de água.



Além disso, foram registradas duas quedas de árvores, uma no Sertão da Quina e outra na própria Caçandoca. Segundo a Defesa Civil, nenhum ferido foi reportado até o momento.



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